Paraná implementa projeto para melhorar a saúde do idoso

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A Secretaria de Estado da Saúde lançou, nesta segunda e terça-feira (15 e 16), em Maringá, o Projeto Piloto de Implantação da Rede Estadual de Atenção à Saúde do Idoso. Participaram do evento profissionais da Atenção Primária à Saúde dos 30 municípios da 15ª Regional de Saúde e do Centro de Atenção Especializada, gerido pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde, sediado em Maringá.Maringá, 16/05/2017.Foto: Divulgação SESA

A Secretaria de Estado da Saúde lançou, nesta segunda e terça-feira (15 e 16), em Maringá, o Projeto Piloto de Implantação da Rede Estadual de Atenção à Saúde do Idoso. Participaram do evento profissionais da Atenção Primária à Saúde dos 30 municípios da 15ª Regional de Saúde e do Centro de Atenção Especializada, gerido pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde, sediado em Maringá.

O objetivo do projeto é oferecer, na rede pública de saúde, serviços qualificados para o atendimento ao idoso, com ênfase no manejo da fragilidade, condição que põe em risco a independência e autonomia desta população. Levantamento do Ministério da Saúde, feito em 2015, mostra que os idosos representam 12,7% da população do Paraná.

“Temos um quadro de rápido envelhecimento populacional, o que traz enormes desafios. Na saúde pública, cabe preparar o sistema para o atendimento qualificado da população idosa, que demanda cuidado diferenciado”, diz a chefe do Departamento de Atenção Primária à Saúde, Monique Costa Budk.

PREOCUPAÇÃO – Para o geriatra e consultor em envelhecimento Edgar Nunes de Moraes, o acelerado envelhecimento populacional deve ser considerado com atenção. Uma das metas do projeto é destacar a necessidade de se manter a qualidade de vida em todas as idades, mesmo nas mais avançadas”, disse.

O projeto será desenvolvido na Atenção Primária (Unidades Básicas de Saúde), e na Atenção Secundária (Centro de Especialidades), onde atuarão as equipes multiprofissionais junto aos médicos “A capacitação de ambas as equipes para o atendimento das particularidades da população idosa será contínua e fundamental para o sucesso do projeto”, diz a geriatra da Divisão de Saúde do Idoso da SESA, Adriane Miró.

“No nosso modelo, o idoso será atendido nas suas necessidades individuais. A identificação do risco para fragilidade que estamos adotando permite identificá-las de maneira mais precisa. A identificação da fragilidade e o manejo da mesma é a base deste projeto”, declara a diretora do Núcleo de Apoio à Descentralização, Marise Dalcuche.

O projeto-piloto é a base da Rede de Atenção Integral à Saúde do Idoso, que deverá ser implantada ainda em 2017 em todo Paraná.

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